🔛🆕Sou muito cabeça de vento. Perco-me a pensar, a refletir, a falar sozinha. Sei que pareço maluquinha mas por outro lado, raramente me sinto sozinha. Os meus pensamentos ocupam muito do meu espaço e da minha vida. E às vezes reparo que as pessoas têm preguiça de pensar. Que se acomodam às suas tarefas rotineiras, repetindo os dias e que se chateiam se lhe perguntarmos por sentimentos ou, pior, sonhos.
Normalmente, respondem a essas questões muito zangadas e com justificações para tudo: “a casa, as contas, os filhos, as costas” e detestam que as acordem do modo zombie. Parei de fazer isso. Já não acordo ninguém perguntando de frente – deixei de ser afronta.
E quando sou eu que estou em modo automático, também não quero que me sacudam da sesta. Porque todos temos resistência a que nos digam o que fazer. Prefiro então, que os outros me inspirem. Prefiro também correr e cativar os meus a correr, ao invés de lhes tocar na campainha e obrigar a que saiam de casa comigo.
Fazer e não convencer.
Não mudamos ninguém. No máximo, inspiramos a que sejam melhores e deixamos que nos inspirem. Não mudamos ninguém. É uma canseira tentar.